Os maiores hubs aeroportuários da Europa recebem uma média de duzentos mil passageiros por dia. Gerir tal volume de tráfego seria inviável sem o uso de tecnologias avançadas, como a identificação digital com biometria ou os pagamentos e controlos sem contacto nos parques de estacionamento. Por exemplo, o aeroporto do porto estacion está equipado com sistemas capazes de ler a matrícula do veículo e de automatizar o pagamento através de códigos QR e tecnologia NFC.
Ao estacionar em parques dotados desta tecnologia, reduz-se a necessidade de utilizar bilhetes físicos e de interromper o fluxo de veículos nos acessos. Para o cliente das companhias aéreas, estas facilidades representam um acréscimo de comodidade, pois também podem gerir as suas reservas a partir do seu dispositivo móvel. Diferentes apps (Telpark, Parclick, a oficial da Aena, etc.) integram funções de pesquisa, reserva e pagamento do estacionamento, que hoje está totalmente digitalizado.
Nos principais aeroportos de Espanha (Barajas, El Prat, Tenerife, Palma de Maiorca), já se utilizam sistemas de reconhecimento facial que aceleram o processo de embarque. Assim que o viajante acede às instalações, são obtidos os seus dados biométricos, ou seja, um conjunto de parâmetros físicos e comportamentais. Com eles, o sistema verifica a sua identidade e dispensa-o de apresentar o passaporte físico e outros documentos pessoais nos controlos de segurança.
O controlo de passageiros também é efetuado com a ajuda de softwares de monitorização e gestão de fluxos, frequentemente abreviados como PFM pela sigla em inglês. Em zonas onde se produzem aglomerações, esta tecnologia rastreia o movimento dos passageiros e previne filas e outros problemas.
Em datas de maior movimento, o atendimento ao cliente pode ultrapassar as capacidades do pessoal do aeroporto. Por este motivo, os megahubs do setor estão a implementar assistentes virtuais baseados em inteligência artificial. O mais famoso é a Sama, desenvolvida pela Qatar Airways.